28/08/2011

O Diabo no campanário


Que horas são?
(Velho ditado)

Toda a gente sabe, de modo geral, que o mais belo lugar do mundo é… ou, aí! era o burgo holandês de Vondervotteimittiss, (1). Contudo, como se encontre a alguma distância de qualquer das principais estradas, estando de certo modo fora de mão, talvez poucos de meus leitores o tenham alguma vez visitado. Em benefício daqueles que não o hajam visitado, portanto, acho acertado dar alguns informes a seu respeito. E isto é, de fato, tanto mais necessário quanto, na esperança de conquistar a simpatia pública para seus habitantes, me proponho aqui relatar a historia dos acontecimentos calamitosos, que recentemente ocorreram, dentro de seus limites. Ninguém que me conheça duvidará de que o dever assim imposto a mim mesmo será cumprido, com o melhor da minha habilidade, com toda aquela severa imparcialidade, todo aquele exame cauteloso dos fatos e diligente citação de autoridades, que sempre distinguiram aquele que aspira ao título de historiador.

Graças ao auxílio reunido de medalhas, manuscritos e inscrições, estou capacitado a afirmar positivamente, que o burgo de Vondervotteimittiss sempre existiu, desde suas origens, precisamente nas mesmas condições em que se conserva em nossos dias. A respeito da data de sua origem, porém, lamento só poder falar com aquela espécie de precisão indefinida a que são forçados, às vezes, os matemáticos, a sujeitar-se, em certas fórmulas algébricas. A data, posso assim exprimir-me, em relação à sua remota antiguidade, não pode ser menor que qualquer quantidade determinável.
No que se refere à etimologia da palavra Vondervotteimittiss, confesso-me com pesar igualmente em falta. Em meio duma multidão de opiniões sobre este delicado ponto, algumas argutas, algumas eruditas, outras suficientemente o contrário, nada posso escolher que deva ser considerado satisfatório. Talvez a opinião de Grogswigg, quase coincidente com a de Kroutaplentey, deva ser prudentemente preferida. É a seguinte: "Vondervotteimittiss - Vonder, longe Donder - Votteimittiss quasi und Bleitziz - Bleitziz obsol: pro Blitzen." Esta derivação, para falar a verdade, é ainda sustentada por alguns restos do fluido elétrico, evidentes no alto do campanário da Casa do Conselho Municipal. Não pretendo, contudo, comprometer-me sustentar uma tese de tal importância, devo endereçar o leitor, desejoso de informação, ao livro ORATIUNCULAE DE RERUS PROETER-VETERIS de Dundergutz. Veja, também, Blunderbuzzard, DE DERIVATIONIBUS, pp. 27 a 5010, in-fólio, edição gótica, caracteres vermelhos e negros, com chamadas e em monograma; consulte também, as notas marginais no autógrafo de Stuffundpuff, com os sub-comentários de Gruntundguzzell.
Não obstante a obscuridade que envolve dessa forma a data da fundação de Vondervotteimittiss e a etimologia de seu nome, não pode haver dúvida, como disse antes, que ele sempre existiu tal como o vemos na época atual. O mais velho homem do burgo não pode recordar-se da mais leve diferença, na sua aparência de qualquer porção dele, e, de fato, a simples sugestão de tal possibilidade é considerada um insulto. A aldeia está situada num vale perfeitamente circular, com cerca dum quarto de milha de circunferência e inteiramente cercada de leves colinas, cujos cumes ninguém de lá se aventurou ainda a passar, e seus habitantes dão como boa razão disto não acreditarem que haja absolutamente alguma coisa do outro lado.
Em torno das ourelas do vale (que é completamente plano e todo pavimentado de tijolos lisos), estende-se uma fila contínua de sessenta casinhas. Estas, dando os fundos para as colinas olham, sem dúvida, para o centro da planura, que fica justamente a sessenta jardas, da porta da frente de cada habitação. Cada casa tem um pequeno jardim à frente, com um caminho circular, um relógio de sol e vinte e quatro couves. As próprias construções são tão precisamente idênticas, que não se pode distinguir de maneira alguma, uma da outra. Devido à sua extrema antiguidade, o estilo arquitetónico é um tanto esquisito, mas nem por isso deixa de ser notavelmente pitoresco. As casas são feitas de pequenos tijolos bem cozidos, vermelhos, com cantos pretos, de modo que as paredes parecem um tabuleiro de xadrez, de grandes proporções. Os torreões estão voltados para a frente e há cornijas tão grandes, como todo o resto da casa, sobre os beirais e as portas principais. As janelas são estreitas e profundas, com pequeninas vidraças e grande quantidade de caixilhos. Nos telhados, numerosas são as telhas com longas ponta arrebitadas. O madeiramento, por toda a parte, apresenta uma cor escura, muito lavrado, mas com pouca variedade de desenhos, pois desde tempo imemorial, os entalhadores de Vondervotteimittiss nunca foram capazes de entalhar mais do que dois objetos: um relógio de mesa e uma couve. Mas estes faziam-nos demasiadamente bem e os entremeava, com singular habilidade, por toda a parte onde encontrassem lugar para o cisel.
As habitações tanto se parecem, interna como externamente, e o mobiliário obedece todo a um só modelo. O chão é de tijolos quadrados, as cadeiras e mesas de madeira preta, com pernas delgadas e recurvas e pés de cachorrinho. As chaminés são largas e altas e não tem somente relógios e couves insculpidos na frontaria, mas um verdadeiro relógio que emite um prodigioso tique-taque, bem no meio e no alto, com um jarro de flores em cada extremidade, contendo uma couve, como se fosse um batedor. Entre cada couve e o relógio há ainda um homenzinho de porcelana, com uma grande barriga, onde se abre um buraco redondo, através do qual vê-se o mostrador dum relógio.
São as lareiras largas e profundas, com cães-de-chaminé grosseiros e retorcidos. Constante fogo se alteia, com uma imensa marmita sobre ele, cheia de chucrute e carne de porco, sempre vigiada pela boa dona da casa. É uma velhinha gorducha, de olhos azes e rosto vermelho, usando uma enorme touca, semelhante a um pão de açúcar, ornado de fitas vermelhas e amarelas. Seu vestido é de droguete, cor de laranja, muito amplo atras e muito curto na cintura e, na verdade, sob outros aspectos, curtíssimo, não passando do meio das pernas. Estas e os tornozelos são grossos, mas cobertos por um lindo par de meias verdes. Seus sapatos, de couro cor de rosa, são amarrados por laço de fitas amarelas, pregueados em forma de couve. Na mão esquerda usa ela um pesado reloginho holandês e na direita empunha um colherão, para a chucrute e a carne de porco. A seu lado, aninha-se um gordo gato malhado, tendo amarrado à cauda, pelos "meninos", por pilhéria um dourado relógio de repetição, de brinquedo.
Quanto aos meninos da casa, estão todos três cuidando do porco no jardim. Têm cada um dois pés de altura. Usam chapéus de três pontas, coletes encarnados, que lhes caem até as coxas, calções de couro de gamo, meias de lã vermelha, sapatões com grandes fivelas de prata e longos gabões, com grandes botões de madrepérola. Cada um tem também um cachimbo na boca e um pequeno relógio barrigudo, na mão direita. Solta uma baforada e dá uma olhadela para o relógio. Outra baforada e outra olhadela. O porco - que é corpulento e preguiçoso, - está ocupado ora em fossar as folhas esparsas, caídas dos pés de couve ora a dar um pontapé para trás, no dourado relógio de repetição, que os garotos amarraram--lhe à cauda, a fim de torná-lo tão belo, quanto o gato. Bem defronte da porta, numa cadeira de braços de alto espaldar e fundo de couro, de pernas torneadas e pés de cachorrinho como as mesas, esta sentado o próprio dono da casa. É um velhinho, excessivamente gorducho, com grandes olhos redondos e uma imensa papada. Seu traje se assemelha ao dos meninos; portanto, não preciso dizer nada mais a seu respeito. Toda a diferença esta em que seu cachimbo é um tanto maior do que o deles e ele pode dar uma baforada maior. Como eles, tem um relógio, mas leva-o no bolso. Para falar a verdade, tem ele algo de mais importante a atender e que isso seja passarei a explicar. Ele se senta, com a perna direita sobre o joelho esquerdo, mostra uma fisionomia grave e conserva sempre um dos olhos, pelo menos, resolutamente fixo sobre certo objeto notável, no centro do largo.
Este objeto está situado no campanário da casa do Conselho Municipal. Os conselheiros municipais são todos homens pequeninos, redondos, gorduchos e inteligentes, com grandes olhos de boi e gordas papadas e tem os gabões muito mais compridos e as fivelas dos sapatos muito maiores, do que os habitantes comuns de Vondervotteimittiss.
Desde que moro no burgo, tiveram eles varias reuniões especiais e adotaram estas três importantes resoluções:
"Não está direito alterar o bom e velho curso das coisas."
"Nada existe de tolerável fora de Vondervotteimittiss".
"Juramos fidelidade aos nossos relógios e couves".
Acima da sala de sessões do Conselho acha-se a torre e na torre o campanário, onde existe e tem existido, desde tempos imemoriais, o orgulho e maravilha da aldeia: o grande relógio do burgo Vondervotteimittiss. E é para este objeto que se volvem os olhos dos velhos, que se assentam nas cadeiras de braços de fundo de couro.
O grande relógio tem sete faces, uma para cada um dos sete lados da torre, de modo que pode ser prontamente visto de todos os quarteirões. Seus mostradores são largos e brancos e seus ponteiros grossos e negros. Há um sineiro, cuja única obrigação é cuidar do campanário, obrigação esta que é mais perfeita das sinecuras, pois o relógio de Vondervotteimittiss nunca, que se saiba, precisou de conserto. Até recentemente, a mera posição de tal coisa era considerada herética. Desde a mais remota antiguidade, a que se referem os arquivos, as horas tem sido regularmente batidas pelo grande sino. E, na verdade, a mesma coisa acontecia com todos os outros relógios de parede e de bolso do burgo. Jamais houve um lugar onde se marcasse tão bem a hora certa. Quando o grande badalo achava conveniente dizer "Doze horas", todos os seus obedientes servidores abriam suas gargantas, simultaneamente, e respondiam, como um verdadeiro eco. Em suma, os bons burgueses eram loucos pela sua chucrute, mas orgulhavam-se também dos seus relógios.
Toda as pessoas que exercem sinecuras são tratadas com mais ou menos respeito e com o sineiro de Vondervotteimittiss tivesse a mais perfeita das sinecura era o mais perfeitamente respeitado de todos os homens do mundo. É o principal dignitário do burgo e até os porcos olham para ele, com sentimento de reverência. A aba de seu gabão é bem mais comprida; seu cachimbo, as fivelas de seus sapatos, seus olhos e seu estômago, bem maiores do que os de qualquer outro velho da aldeia. E quanto à sua papada, e não somente dupla, mas tripla.
Acabo de descrever a feliz situação de Vondervotteimittiss. Que pena que tão lindo quadro tivesse algum dia de apresentar um reverso!
Um velho ditado corria, há muito, entre os mais sábios habitantes: que "nada de bom pode vir de além das colinas; e realmente parece que as palavras contêm algo do espírito profético.
Faltavam cinco para meio-dia, ante de ontem, quando apareceu um objeto, bastante esquisito, no cume da crista de leste. Tal fato, por certo, atraiu a atenção geral, e cada velhinho, que estava sentado numa cadeira de braços, de fundo de couro, voltou um dos olhos, com um olhar de consternação, para o fenômeno, conservando ainda o outro olho sobre o relógio da torre. Faltavam três minutos apenas para o meio-dia, quando se verificou que o estranho objeto em questão era um rapazinho, bem pequeno e de aparência estrangeira. Desceu as colina a toda carreira, de modo que todos, em breve, puderam vê-lo bem. Era, na realidade, a criaturinha mais esquisita, que jamais fora vista em Vondervotteimittiss. Seu rosto era de um negro cor de rapé e tinha um longo nariz adunco, olhos miúdos, uma boca larga e admirável dentadura, que ele parecia ter gosto em exibir, escancarando a boca de orelha a orelha. Além de bigodes e suíças, nada mais havia a ver no resto de seu rosto. Estava com a cabeça descoberta e seu cabelo fora cuidadosamente arranjado com papelotes. Seu traje era uma casaca preta, bem apertada, terminando em cauda de andorinha (de um de cujos bolsos pendia um enorme lenço branco), calções de casimira preta, meias pretas escarpins de entrada baixa, tendo, como laços, enormes molhos de fita de cetim preto. Sob um braço, levava um desmedido claque e debaixo do outro uma rabeca, quase cinco vezes tão grande quanto ele próprio. Na mão esquerda trazia uma tabaqueira de ouro, da qual, enquanto cabriolava, colinas abaixo, dando os passos mais fantásticos, ia tomando incessantes pitadas, com um ar da maior satisfação possível. Valha-me Deus! Que espetáculo para os honestos burgueses de Vondervotteimittiss.
Para falar claramente, o sujeito tinha, a despeito de seu sorriso, uma espécie de cara audaciosa e sinistra e, enquanto galopava, diretamente, rumo à aldeia, o aspecto acalcanhado de seus escarpins excitou não poucas suspeitas. E mais de um burguês, que o contemplou naquele dia, teria dado qualquer coisa por uma olhadela, sob o lenço de cambraia branca, que pendia tão impertinentemente do bolso de sua casaca de rabo de andorinha. Mas o que causou principalmente justa indignação foi que o velhaco peralvilho, enquanto dançava um fandango aqui e dava uma pirueta ali, não parecia ter a mais remota ideia disso que se chamava marcar compasso na dança.
O bom povo do burgo, contudo, mal tivera ocasião de abrir completamente os olhos, quando, precisamente, ao faltar meio minuto para o meio-dia, o patife saltou, como eu disse, bem no meio deles, deu um casses aqui, um balances ali; e, em seguida, depois de uma pirueta em pas de zéphyr, subiu em voo de pombo, para o campanário, da casa do Conselho Municipal, onde o aterrorizado sineiro se achava sentado, fumando, num estado de dignidade e pavor. Mas o sujeitinho agarrou-o imediatamente pelo nariz, deu-lhe um piparote e um puxão, bateu-lhe com o grande claque na cabeça, enfiando-lho até os olhos e a boca e depois, levantando o rabecão, bateu com ele no homem, sineiro tão gordo e a rabeca tão oca, a gente teria jurado que cabia um regimento de tocadores de bombos, batendo todos os tam-tam do diabo, no campanário da torre de Vondervotteimittiss.
Não se sabe a que ato desesperado de vingança podia esse ataque revoltante ter levado os habitantes, não fosse o importante fato de que faltava agora apenas meio segundo, para o meio-dia. O sino estava quase a bater e era questão de absoluta e premente necessidade que todos olhassem bem para o seu relógio. Era evidente, porém, que justamente, nesse momento, o sujeito, lá na torre, estava fazendo algo, que não devia com o relógio. Mas como este estivesse agora a bater, ninguém tinha tempo de prestar atenção às manobras do tal, pois tinham todos de contar as pancadas do sino, à proporção que soavam.
- "Uma!" - disse o relógio.
- "Una" - respondeu em eco cada um dos velhotes, em cada uma das cadeiras de braço de fundo de um couro, em Vondervotteimittiss. "Una"- disse também o relógio de bolso deles.
"Una!"- disse o relógio de sua "frau". E "Una!" disseram os relógios dos meninos e os relogiozinhos de repetição, nas caudas do gato e do porco.
- "Duas!"- continuou o grande sino. E
- "Tuas!"- repetiram todos os repetidores.
- "Três! Quatro! Cinco! Seis! Sete! Oito! Nove! Dez!"- disse o sino.
- Drês! Guadro! Zingo! Zeis!Zete! Oito! Nofe! Tez!"- responderam os outros.
- "Onze!"- disse o sino grande.
- "Once!"- concordaram os pequenos.
- "Doze!"- disse o sino.
- "Toce!"- replicaram, perfeitamente satisfeito, ritmando as vozes.
- E zong toce horras! - disseram todos os velhinhos, tornando a guardar seus relógios. Mas o sino grande não dera a coisa por terminada.
- TREZE! - disse ele.
"Des Teufel! - disseram ofegantes os velhotes, empalidecendo, deixando cair os cachimbos e as pernas direitas de cima dos joelhos esquerdos.
- "Der Teufel! - gemeram eles.
"Drece! Drece! Mein Gott! Zong drece horras! Por que tentar descrever a terrível cena que se seguiu? Toda Vondervotteimittiss precipitou-se imediatamente em lamentável tumulto. - Gue fai agondezer ao meu parriga? - berravam todos os rapazes.
- Estar gom uma horra te vome! - Gue fai agondezer ao meu coufe? - guinchavam todas as mulheres. - Estar firando mingau teste uma horra! - "Gue fai agontecer ao meu gajimba? - praguejavam todos os velhotes. - Raias e Drovongs! Teve estarabacata teste una horra!" E os encheram de novo com grande raiva e, encostando-se e tão violentas, que todo o vale imediatamente ficou cheio de impenetrável fumaça.
Entrementes, todas as couves ficaram bastante vermelhas e pareciam que o próprio Diabo velho tomara posse de tudo quanto tinha forma de relógio. Os relógios esculpidos, sobre os móveis, começaram a dançar, como se estivessem enfeitiçados, enquanto os que se achavam sobre as chaminés mal podiam conter-se de furor e tão continuamente batiam as treze horas, com tais pulos e balanços de seus pêndulos, que era coisa realmente horrível de ver-se. Mas o pior de tudo é que nem os gatos, nem os porcos, podiam suportar por mais tempo a conduta dos remoinhos de repetição, amarrados às suas caudas, e vingavam-se disso, abalando todos precipitadamente para o largo, arranhando, empurrando, grunhindo e guinchando, miando e berrando, voando de encontro às caras, correndo para baixo das saias das mulheres e provocando a mais completa, a mais abominável, a mais barulhenta confusão que é possível uma pessoa de juízo conceber. E para tornar as coisas ainda mais angustiosas, o velhaquinho mandrião, lá na torre, estava evidentemente se excedendo. De vez em quando, podia-se vislumbrar o patife, através da fumaça. Achava-se sentado ainda no campanário, em cima do sineiro, que jazia completamente espichado de costas. Nos dentes, o infame conservava a corda do sino, que agitava em torno com a cabeça, fazendo tal barulheira, que meus ouvidos ainda retinem, só de pensar nisso. Em seus joelhos repousava a enorme rabeca, cujas cordas ele tangia, fora de qualquer compasso ou toada, com ambas as mãos, procurando exibir-se, o palhaço, a tocar, com ambas as mãos, procurando exibir-se, o palhaço a tocar as canções "Judy O'Flannagan"e "Paddy O'Rafferty".
Estando assim as coisas neste miserável estado, abandonei o lugar, cheio de desgosto, e agora faço um apelo a todos os amantes da hora certa e da boa chucrute. Vamos todos, incorporados, ao burgo, e restauremos a antiga ordem de coisas, em Vondervotteimittiss, jogando aquele sujeitinho de cima da torre.


Edgar Allan Poe
(tradução brasileira)