11/05/2008

A Pele do Judeu



Intrigado por um dito melancólico de Aberramão III, que em quarenta anos de reinado tinha contado catorze dias de paz, o universitário Rui Telmo meteu-se a pesquisar a vida dos Árabes na Península.
Entre volumes obscuros, encardidos de tempo e humidades, encafuou muita tarde da sua juventude na sala de leitura da Biblioteca Nacional, a participar em batalhas, algaras e razias, decapitações à cimitarra, intricadas questões de honra e sórdidas intrigas de serralho, rematadas a trago de veneno ou fio de alfange.
Já do muito reler lhe não eram estranhos os desaforos do váli de Saragoça, a traição da Taifa de Mértola e mesmo as polémicas sobre o valor do a nos dialectos árabes peninsulares.
Ora, ao começo de uma tarde soalheira, instalado no seu lugar habitual, mesmo por baixo da enorme tapeçaria em que ricos-homens coloridos se atiram pesados golpes de durindana, Rui decidiu-se por uma crónica de Ibne Hafeçune Hamude e foi-lhe dedilhando as páginas de estandartes verdes, alfanges reluzentes, traidores crucificados, corcéis em tropeada e rendilhadas invocações a Alá. Em dado momento, deteve-se num lugar, que transcreveu maquinalmente numa ficha:
« ... E mais para poente, junto a uma enseada tranquila onde, para sua glória, Alá consentiu que se edificasse a cidade de Lixbuna, afamada por seu hortos, suas minas de prata ... »
Não surpreendia Rui esta notícia das minas de prata de Lisboa, agora desaparecidas, mas cantadas em tempos por todos os geógrafos mediterrâneos, e talvez passasse de largo à sabedoria do emir lbne-Ahmed-ÁI-Rashid, que mandou construir navios de bordo alto para defender os rios das incursões normandas, se junto ao texto, sublinhado, não houvesse uma anotação a lápis, muito sumida, rija de decifrar. Eram versos:

Os lugares em que andei
Com vosco ledo e oufano
Nesta tristeza os busquei
Mas o que neles achei

Foi a meu dano mor dano (1)

E, por baixo, um número de telefone.
Não deixou Rui de se embrenhar na guerra normanda de Ibne Alimed e de seguir aplicadamente o discurso de Mossul-AlBacr na mesquita de Palmela sobre a ilegitimidade do poder, quando exercido com perfídia, mas voltava amiúde à página anotada, relia os versos, decorava o número e via-se não poucas vezes a indagar sobre a autoria daquela mensagem e a cismar sobre as velhas minas de prata de Lisboa.
E, pelo fim da tarde, após sair da Biblioteca, com muita hesitação e receio, decidiu marcar o número numa cabina telefónica perto.
Assim travou conhecimento com Magda, que lhe apareceu à noite num pequeno café da Graça, por ele indicado e chamado Rosa Branca.
Era Magda muito jovem e pequena e macilenta, de gestos nervosos, indecisos. Os cabelos de um louro triste caíam-lhe soltos, sem vida, pelos ombros magros. Cobria-lhe a cabeça uma desusada boina castanha, em que refulgia qualquer fantasia verde. Vestia saia longa, muito travada, como noutro tempo se usou.
Os olhos, porém, eram pardos, enormes, ora claros, ora escuros, de tonalidade azulada, violeta, quase negra conforme a ênfase do seu discurso. A fala, muito surda, doce, lenta, contava coisas antigas, de embevecer Rui que, de vida simples, não imaginava poderem certas frases e encadeamentos algum dia aparecer fora dos livros.
- Bem haja por ter vindo - ia dizendo Magda. - Porque ainda lá estarão as minas. Empatizamos com o que nos perturba em Trebizonda, com o que jaz oculto em Mohendjo-Daro, mas curamos mal de sentir as vibrações do que, bem visto, nos está ao alcance. A mim, macera-me o não poder descer às minas, de todos sabidas e que ninguém busca. Oh, este cansaço, este olímpico desprezo pelo que nos foi legado, o desatender estulto das mensagens que ficaram...
E assim por diante foi discorrendo Magda. Do mesmo jeito antigo ou estrangeiro contou que deixara a anotação no livro, na esperança que alguém a encontrasse e se dispusesse a partilhar aquela inquietação sua. Magda vivia com os avós, muito velhos, muito inertes, e não possuía mais ninguém. Os versos deixados à margem do livro público haviam sido como a mensagem aleatória que o náufrago atira às águas.
E quando no silêncio do café se avantajou o ruído da caixa registadora, na conferência final dos dinheiros, e os empregados, já impacientes, começavam a empilhar cadeiras sobre cadeiras, Magda fixou em Rui os seus grandes olhos, agora de um cinzento límpido como o mar de certas invemias, e convidou-o, tímida, para sua casa.

Que ficava muito, muito longe. 0 táxi deixou-os na esquina de uma rua curta em que havia um chafariz de ferro lavrado, de volutas e nervuras iluminadas por um candeeiro ao perto.
A portada, lenta, que Magda abriu, dava para um grande vestíbulo de chão de lajedo preto e branco disposto em xadrez. À direita, dominando a entrada, um mameluco de ébano, de tamanho natural, estendia um facho de que a chama era uma lâmpada redonda e fosca. Subiram por uma escada de mármore larga, forrada por uma espessa passadeira de veludo e, no andar superior, entraram cautelosamente no quarto de Magda.
Metade do quarto era ocupado por um elefante de verga, que olhava a porta com uma das patas levantada e a tromba pendida, submissa. Do outro lado, um leito de madeiras negras, com dossel rosa desmaiado, e uma cómoda faziam constrastar tons escuros com o colorido gritante de uma máscara africana, empenachada, hiante, que ali parecia explodir na parede.
0 quarto de Magda comunicava com outra sala, que ambos percorriam à luz de uma lanterna retirada de qualquer gaveta. A luz incidia sobre miríades de pequenas estatuetas de pedra, de madeira, ídolos, empilhados à toa por todo o lado. Ao indagar surpreso de Rui, Magda seguiu adiante, evasiva, e nada respondeu.
Uma porta baixa dava para um desvão, repleto de antigos trastes. De debaixo de um amontoado confuso de caixas, trapos, restos de mobílias, Magda retirou uma pequena arca, forrada de um couro esverdinhado, muito roto, contendo um in-fólio de encadernação corroída, um compasso e uma régua articulada, de madeira carunchosa, e um rolo informe de uma espécie de pergaminho, encardido e enrodilhado.
Quando, de novo no quarto, Magda dispunha aplicadamente estes objectos sobre a cama, um por um e por certa ordem, Rui tomou o pergaminho e começou a desencarquilhá-lo com cuidado. Nisto se atardou algum tempo, enquanto Magda o olhava, à espera, com os olhos agora de um negro muito fixo, concentrado. Ao aperceber-se de que era uma pele humana que desenrolava nas mãos, Rui teve um sobressalto e repeliu-a para longe. Então, quedou-se enervado, fitando os olhos em Magda, com uma surpresa magoada.
Sem se mover nada, Magda explicou que se tratava de uma pele de judeu, morto há tantos anos que já não havia que arrepiar nem razão de alarme...
Em pouco, estendiam ambos a pele no chão, alisando-a desde o escalpe à ponta dos dedos, com vagar. Consultando amiúde o livro, aberto numa folha coberta de linhas tracejadas e de intrincadas figuras geométricas, Magda, com um marcador, muito compenetrada, marcou todos os sinais de pigmentação da pele.
Depois, no amplo terraço da casa, caiado de branco, com o ondular de Lisboa iluminada em volta, foi de novo estendida a pele, cuidadosamente, orientando-a Magda, de certa maneira, no sentido da constelação de Orion.
De livro aberto, iluminado pela lanterna, Magda foi traçando linhas sobre linhas, umas ligando entre si os sinais da pele do judeu, outras guiadas pelas estrelas da constelação. Noite fora, Rui assistiu ao trabalhar do compasso e da régua, aos elaborados cálculos em que Magda, de ar absorto, se detinha de vez em quando, aos complexos movimentos do marcador, às sucessivas e pensadas correcções que Magda, quase imperceptivelmente, ia fazendo à orientação da pele esticada.
Já muito tarde, a pele agora completamente cruzada de linhas negras, Magda arrumou o compasso, a régua e o velho tomo dentro da arca, apagou a lâmpada e deixou ouvir um suspiro de alívio, triunfal, quase alegre.
Travou então Rui pelo braço, fê-lo girar sobre si e apontou-lhe um sítio distante, citando:

E duzentas braças contarás
Para levante contadas
Mil lhe acrescerás
De nenhua guiza desviadas
A quem sabes prazerás
Graças lhe renderás
Cá nas terás achadas.

Se estivessem, além estariam, concluía Magda, atrás dos prédios novos que mostrava no horizonte.
Rui conhecia a zona. Eram uns edifícios altos e recentes, junto à extrema de Lisboa. Por detrás havia areeiros, lixos, cabanas de ciganagem.
Seguiu-se um longuíssimo diálogo, muito em rebates fugazes sobre pausas largas, muito feito de gestos também, em que ambos comentaram o seu sonho e de todas as formas imaginaram as minas a descobrir. Despediram-se, com o compromisso de se encontrarem no sábado próximo naqueles terrenos, de manhã muito cedo, preparados e equipados para os trabalhos que fossem necessários para devolver uma mina a uma cidade. Era noite alta quando Magda acompanhou Rui à porta. A pele do judeu lá ficou no terraço, espalmada no azulejo, passada dos traços lançados das estrelas.

Encostado a uma velha oliveira estéril, engelhada, retorcida, em cujo tronco nodoso via uma antiga incisão triangular, de bordos musgados e irregulares, Rui contemplava de longe os movimentos precisos, contados, de Magda. Dominado por altos prédios descia para o rio, em direcção a Chelas, um terreno desnudo, ravinoso, aqui e além coberto de entulhos e destroços de barracas.
Tinham sido ambos pontuais naquele sábado. Mas Magda não cumpriu o prometido sobre equipamentos e ferramentas. Depositara no saco de Rui apenas a lanterna, antes de conduzi-lo para junto daquela árvore, a partir da qual mediu passos, traçou segmentos de recta, interseccionou triângulos e círculos no solo, com uma pequena vara ali recolhida. Rui estranhava-lhe o vestir, o menos adequado a quem diz querer pesquisar entre torrões e poeiras. Desta vez, Magda trazia um longo vestido decotado, vermelho brilhante, quase refulgente ao sol, e em volta do pescoço faiscava-lhe o que parecia ser um rosieler de prata, pesado, lavrado, em completo contraste com os ornamentos simples do outro dia.
Enquanto Magda assim deambulava, medindo linhas e sinais, Rui olhava-a como se a visse dançando uma dança muito antiga e perfeita e confirmava-se-lhe a ideia de que Magda era mais que Magda.
Mas já ela lhe acenava à distância. E quando Rui, ofegante, chegou perto, indicava, sem dizer palavra, o fundo de uma fenda larga, pedregosa, muito escorrida de águas e lodos nos invernos.
E durante horas Rui fez trabalhar o alvião no sítio que Magda apontara. Ela, entretanto, sentara-se no chão, indiferente à sujidade e, de olhar rodando em volta, distraído, ia trauteando baixinho uma espécie de música litúrgica, que Rui, com a repetição, acabou por fixar:

Pede claudo veni fulgoris Domine
Repens tange imum cordem luce.

0 Sol ia muito alto e rugia em volta o rumor da cidade, no auge, quando Magda se calou, a meio de uma estrofe. Então, o alvião rompeu a terra e deu em cavo. Sons de pedras roladas em alude tombaram e um buraco negro escancarou-se. Rui deu-se a manejar freneticamente o alvião, a alargar a abertura, e Magda veio ajudar, ansiosa, quase sôfrega, esgaravatando, retirando torrões às mãos cheias.
Apontada para o negrume, a lanterna revelou uma câmara de tectos altos que parecia muito espaçosa. Inesperadamente, Magda deslizou para dentro.
E pela abertura a mão de Magda veio solicitar a mão de Rui, que só então reparou em como os seus dedos eram finos e alongados.

Guiado por Magda seguia Rui, agora repeso de ter deixado afastar a abertura de entrada, com o seu cilindro de luz iluminando o chão entulhado da galeria ampla em que Magda o esperava, muito hirta, junto às entradas negras de três túneis. Não cabia a esperança de vê-la resplandecer de novo em qualquer volta das galerias, rompendo o negrume, porque Magda fazia o caminho sempre para diante, e para diante não há retornos.
Apenas o brilho fátuo da lanterna, minúsculo e errático, lutava contra a treva nas mãos de Magda, que conduzia a marcha com determinação, sem sinais de parar ou indagar sobre onde estava, porque decerto já o teria sabido, quiçá muito antes, na companhia ou conselho de quem sabe quem.
Inquieto seguia, pois, Rui, aos tropeços, forçado a optar entre acompanhar Magda, no suceder das galerias sempre iguais na negrura, e a escuridão total, o delir-se no escuro, o sepultamento.
Rui nada dizia e a voz do medo ia-lhe só no arquejar, porque estava lembrado dos seus protestos, gritados há pouco e da face de Magda, para si voltada, mal alumiada da lantema, e na face não havia boca.
Também já iam abandonados os pensamentos de arrepender-se, de querer estar algures, de não ter sido aquilo, porque agora o contacto com a vida era aquela presença silente e o foco da lanterna a saltar, descobrindo réstias de chão granulado, entulho, manchas de paredes escalavradas, negras, há tanto tempo, incontável, que o tempo parece que fluiu sempre naquelas funduras.
Por mais que dobrasse o passo, tropeçando nos vigamentos que suportavam a abóboda de pedra, Rui sabia que não conseguia chegar perto de Magda, embora ela, em dado ponto, parecesse coxear, balançando fortemente o corpo a cada passo.
E quando o filão rebrilhou, numa fita prateada e irregular que se estendia de um dos lados, ao correr da rocha, não era já a lanterna que Magda trazia na mão, mas um archote que crepitava e fazia estralejar pequenas fagulhas, clareando a galeria de uma luz amarelada de perfis incertos, que se reflectia na própria fumarada que produzia e se inclinava e balançava ao ritmo das oscilações do corpo de Magda.
E a Rui veio a sensação estranha, inexprimível, de que o corpo de Magda e a sombra de Magda, marcada irregularmente na rocha pelo claror do archote, se confundiam.
Entretanto, Magda distanciou-se de Rui, oscilando na mancha de luz da tocha, que aspergia chispas e fumo gorduroso, de que Rui sentia os restos, laivos, cá muito atrás, na penosa e trôpega perseguição que promovia a Magda.
Já Rui perdeu Magda de vista no cruzar das galerias e tem que se guiar pelo clarão do archote. Por entre as escoras de madeira que sustentam o tecto, os veios de prata brilham sempre.
No íntimo, Rui tem de confessar-se opresso, esmagado pelo silêncio, pelo abandono de Magda e pelo negrume compacto, persistente, destas cavernas.
Quando a galeria começou a subir em rampa, o brilho dos veios desapareceu. Rui sentiu-se tropeçar no meio de objectos: talhas grandes, caixas de madeira, infusas aos montes, uma roda descomunal. E a luz do archote de Magda, ao longe, tinha sido absorvida por uma mancha de claridade viva que parecia provir de qualquer abertura para o exterior.
A figura de Magda esperava-o, à boca da mina, no ponto em que a luz de fora explodia, vibrante e agressiva. Quando Rui, ofuscado, se aproximou, ressoou um rumor cavo, vindo do fundo da terra, e as galerias estremeceram, com desprendimentos de pedras e estalir crespo das vigas de madeira.
O corpo de Magda então cresceu, pareceu encher todo o túnel, todos os espaços em volta, e Rui debateu-se contra um turbilhão zunidor, de cores vermelho-vivas, que o revolveu, suspendeu nos ares e lançou ao chão.
Súbito, o redemoinho e o tremor de terra cessaram e no lugar em que Magda se encontrava antes, uma serpente negra e grossa pareceu deslizar, célere, para as profundezas.
Rui, aturdido, rompeu a luz e saiu à superfície, perseguido pelo estalar de uma gargalhada áspera, ininterrupta, obcecante, vinda de nenhures.
E, a pouco e pouco, a paisagem foi-se-lhe tomando nítida, com suas ondulações de colinas suaves, cobertas de vergéis. Errava um cheiro a limoeiro e romãzeira. Ao longe, a cidade.
Entretanto, em volta, a gargalhada transformava-se, intermitentemente, num zumbido irregular, mais e menos acentuado, como se mil besouros invisíveis pairassem em círculo. E foi preciso Rui debater-se contra o aturdimento da luz e a perturbação dos ruídos para fixar as muralhas que corriam ao longo de uma colina, coberta de casario, encimada por um alcácer elevado e lôbrego. Por entre as açoteias das casas caiadas avantajavam-se cúpulas terrosas e almenaras esguias, muito rendilhadas no topo. 0 rio, largo e verde, de águas mansas, estava ponteado de navios multicolores, de vela triangular.
Não longe de Rui, à beira de uma oliveira, passava um caminho enlameado, cruzado aqui e além por gente de albomoz garrido, ao trote saltitado dos jumentos.
Uma pequena multidão formigava lá em baixo, junto às portas da cidade, guardadas por magotes de soldados que se acocoravam indolentemente, com arcos e aljavas estendidos no chão, ao alcance da mão, e os pesados arremessões encostados às cantarias.
Quando Rui chegou à estrada, nem os pés se lhe afundaram na lama, nem nenhum dos transeuntes volveu para ele sequer um olhar. À entrada da cidade, arreceou-se em vão de ser interceptado por qualquer das sentinelas.
Ao penetrar numa viela estreita com muros de quintais enfeitados de rosas, confirmou, apavorado, que ninguém ali o podia ver e que não havia contacto entre ele e a materialidade circundante.
De roldão correu Rui, ululando, por uma rua apinhada de gente, em que se afadigavam mulheres de rosto velado entre pregões de ourives judeus e de vendedores de tapetes que, numa algaraviada gutural, exaltavam as suas mercadorias.
Passou paredes e corpos, passou casas, passou muros, passou gente, ganiu e uivou para ninguém ouvir, gesticulou para ninguém ver, pairante por sobre o solo.
Os seus próprios gritos, vãos, misturavam-se-lhe na alma com o estridor das gargalhadas de há pouco e com as litanias dos almuadens que, do alto das almenaras, chamavam agora o povo de Lixbuna para a oração da tarde.

No mesmo sábado em que, em Lisboa, inexplicável incêndio destruiu um vetusto solar, há muito abandonado, nas alturas da Lapa, dois meninos ciganos, a brincar numas terras baldias junto ao Arceiro, descobriram, meio soterrado, o corpo de Rui Telmo, nesse dia vitimado por qualquer aluimento. Os inquéritos policiais nunca conseguiram apurar as causas do alude, nem a razão por que o moço universitário se decidira a escavar naquele sítio.


Mário de Carvalho, In Contos da Sétima Esfera


(1)Do Cancioneiro de Rezende. Francisco de Sousa.